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A maior das diferenças: administrando uma organização com centenas ou milhares de sócios

Olá,

Administrar uma organização do Terceiro Setor não é, nem de longe, parecido com administrar uma empresa privada. Uma das questões mais evidentes é o número de sócios/associados/patrocinadores – e cada um deles é um potencial “dono”. Aí se incluem aqueles que contribuem financeiramente, os que emprestam seu nome ou que participam das ações de forma voluntária. Assim, quando um dirigente toma uma decisão, deve ter claro em sua mente que a deliberação deve representar o pensamento da maioria dos stakeholders. Quanto maior for a representação (mais próxima de 100%) menos arriscada será a decisão, quanto menor (menos de 50%), mais arriscada.

O risco está associado à falta de apoio na implantação das mudanças. Sem apoio, imediatamente surgirão ações para sabotá-las, mesmo que seja o simples, mas igualmente destrutivo, comentário de que não vai dar certo.

DICA 10: QUANTO MENOR O PERCENTUAL DE APOIO ENTRE STAKEHOLDERS, MAIOR O RISCO DE SUAS AÇÕES NÃO ACONTECEREM.

(as dicas correspondem a numeração apresentada no meu livro: No Topo – O Desafio de Dirigir Entidades Empresariais que você pode comprar aqui mesmo no site).

Os dirigentes de maior sucesso têm uma boa noção do apoio que terão para suas decisões. Este conhecimento pode vir de instrumentos complexos de gestão da informação ou de um processo de consultas realizadas com alguns associados que representam a opinião da maioria.

Numa empresa privada, como proprietário, diretor ou gerente, a decisão está ligada à busca pelo objetivo máximo: a geração de lucro (objetivo principal de todos os acionistas). Seguindo neste caminho, dificilmente o empresário será questionado por sua deliberação. Mas em uma organização sem fins lucrativos, os objetivos são difusos, segmentados ou até mesmo contraditórios.

Deliberar sem conhecer a medida do apoio é um risco muito grande. É como se você contasse apenas com a sorte.

Outro ponto relevante diz respeito à responsabilidade diante dos que apoiaram sua candidatura. Na maioria das vezes, estes têm algum interesse sobre a organização, seja para mudar alguma coisa, seja para manter tudo como está.

Ao mesmo tempo em que deve considerar a opinião desses grupos, tem-se que tomar cuidado para não se transformar num fantoche nas mãos deles.

É importante saber claramente quais são as reais intenções desses grupos para decidir se você deseja ou não tal apoio. Ou pelo menos, ter noção se conseguirá ou não fazer o que se espera de você.

Conheci a história de um candidato à presidência que retirou a sua candidatura enquanto buscava apoio para a eleição. Quando tive oportunidade de falar com ele, perguntei sobre a sua decisão. Ele me disse que quando foi buscar apoio, encontrou pessoas que queriam que ele defendesse pontos de vista e projetos que divergiam de seus princípios e valores. E sem o apoio daquelas pessoas não haveria chance de vencer. Então considerou que o melhor seria ficar na oposição da diretoria eleita e vigiar de perto suas ações.

DICA 11: VOCÊ SEMPRE DEVERÁ ALGO PARA QUEM O APOIOU NA CANDIDATURA, ENTÃO CUIDADO COM QUEM VOCÊ FAZ ALIANÇAS.

(as dicas correspondem a numeração apresentada no meu livro: No Topo – O Desafio de Dirigir Entidades Empresariais que você pode comprar aqui mesmo no site).

Boa semana,

Luc Pinheiro

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