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Da série: administrando o dinheiro que não é seu.

Olá líder voluntário (esse artigo vai para os gestores públicos também),

Repetidamente tenho escrito sobre um dos grandes dilemas da condução de uma organização sem fins de lucro (OSFL): a gestão financeira.

A maioria das OSFL é composta por um número grande de associados / cooperados / financiadores. Esta forma de operar, onde um grupo pequeno (diretoria / conselho) representa (ou deveria representar) a vontade dos seus financiadores e, portanto, toma decisões que envolvem investimentos dos recursos e, depois, prestam contas para uma assembleia, que muitas vezes é formada por aqueles que geriram os recursos, ou seja, os que são representados não aparecem nem para cobrar/saber o que estão fazendo com o seu dinheiro, dá uma falsa impressão de que o dinheiro é PÚBLICO.

Este pensamento de dinheiro PÚBLICO leva a duas posturas principais: 1) cuido tanto do dinheiro que não faço investimentos e tranco tudo no cofre; 2) gasto tudo “sem dó”, porque não tem ninguém para cobrar o que estou fazendo. Você deve concordar que existem muitos mais exemplos desta segunda postura.

Mas, no fundo, as duas estão equivocadas.

Para não incorrer neste erro, o líder deve tratar o recurso como PRIVADO e não público (afinal ele É PRIVADO – pois tem dono – apesar de difuso). E se o líder não conseguir pensar como recurso PRIVADO advindo de terceiros, pelo menos deve pensar “o que faria se o recurso fosse meu”, ou seja, PRIVADO!

Ao imaginarmos um “dono” para o recurso, conseguimos tomar decisões mais acertadas, nem tanto conservadoras nem arriscadas demais, porque sempre teremos em mente que há alguém para prestarmos contas.

E aproveitando este tópico: não esqueça de fazer um esforço redobrado para levar as assembleias pessoas que não participam da gestão. Assim, terá a oportunidade de colocar em cheque se a sua administração está no caminho certo através dos feedbacks (elogios / críticas / sugestões) recebido destas pessoas.

Que tal pararmos de falar que os “recursos são públicos” e começarmos a falar “os recursos são privados” para nossas contribuições voluntárias (mensalidades associativas / patrocínios) ou obrigatórias (nossos impostos)?

Já imaginou se parássemos de tratar imposto como recurso público (não é meu) e começássemos a tratar por recurso PRIVADO (É MEU TAMBÉM)?

Acredito que, se ocupássemos cargos executivos cuidaríamos mais do dinheiro e, como cidadãos, cobraríamos muito mais a aplicação do mesmo.

Você não concorda?

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