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Mindset de empresário de consultoria

Todos os lugares em que sou chamado para falar de negócios em consultoria, começo perguntando se os consultores são Pessoas Físicas com CNPJ ou realmente uma Pessoa Jurídica.

Esta provocação normalmente é respondida com: “sou pessoa física e preciso mudar”, mas o mais engraçado é que quando volto alguns meses depois a conversar com esta pessoa descubro que ela continua agindo do mesmo jeito. Ou seja, ela tem consciência que precisa mudar, mas não muda.

O que está errado? Por que esta pessoa não muda apesar de saber que a forma como está agindo não contribui para o seu sucesso?

A resposta mais precisa passa pela mudança de comportamento, não apenas no momento que tem consciência, mas por um contínuo vigiar para evitar que velhos hábitos voltem.

Vou exemplificar.

Um dos comportamentos necessários para agir como empresário de empresa de consultoria é separar tempo para visitar os prospects (inclusive os clientes já atendidos).

Não é fazer apenas “quando dá”, e sim priorizar na agenda um dia da semana (ou horas da semana) para que isso seja feito TODAS as semanas. Se você conseguir fazer isso todas as semanas, uma hora torna-se um hábito e você sentirá falta se não o fizer.

Jean de la Bruyère disse “Para atingir o fim de seus propósitos, a maioria dos homens é mais capaz de um esforço extraordinário do que de uma longa permanência.

É neste ponto que está a possibilidade de fracasso em não conseguir dar sequência ao novo comportamento/hábito. A pessoa inicia bem, repete na semana seguinte, mas na terceira, seja porque aumentou o trabalho no cliente, seja porque teve que resolver um problema qualquer, ela falha. Na outra semana tenta novamente, mas agora será difícil retomar. E assim, teremos muitas iniciativas e poucas “acabativas”.

O segredo está em manter o foco, não dispersar e conseguir repetir o comportamento por tantas vezes que se torne automático (alguns especialistas dizem que o mínimo é de 21 vezes). Outra forma é estabelecer formas de recompensar a constância de propósito, como se presentear com uma viagem ou um jantar caso consiga o intento. Outra forma ainda é solicitar aos sócios que deem feedback (cobrem) quando não fizer.

Na maioria das vezes não funciona ou então funciona só por um tempo. E o que fazer?

Bom, uma das alternativas é ter uma pessoa externa à empresa, que não seja sócio ou tenha interesses no seu negócio, mas ao mesmo tempo conheça de negócios, na qual você confia e está disposto a fazer o que ela indicar. É o que chamamos de mentor.

Estudos comprovam a eficácia de você ter um mentor para os seus negócios que lhe ajude a desenvolver o mindset de empresário.

Mas ATENÇÃO: para ter eficácia o seu mentor precisa ser (ou ter sido) empresário e de preferência no ramo de seu negócio. Ninguém com menos experiência que você pode ser seu mentor, afinal, a solução não está nos livros (se tudo fosse fácil de aplicar como está nos livros não precisaríamos de pessoas para nos ajudar).

Eu tenho meu mentor e sei bem do que estou falando. E também, depois de muitos anos aplicando comportamentos de empresário de negócios de consultoria, me sinto tranquilo para ajudar outras pessoas. Afinal, saber qual o caminho a trilhar é bem diferente de ter trilhado o caminho.

Pense nisso, busque um mentor e potencialize seu negócio.

 

  

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