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O papel do executivo para as lideranças voluntárias

Olá Líderes Voluntários,

Já escrevi sobre o papel do executivo: aquela pessoa contratada e remunerada pelo seu trabalho, que tem o desafio de transformar as ideias e convicções dos líderes voluntários das organizações em ações e resultado.

Na ocasião, comparei o executivo a função do líbero no vôlei.

No esporte é um profissional que tem a responsabilidade por defender a maioria dos ataques do adversário, “entregando” a bola “redonda” para o levantador poder distribuir a jogada. Sendo parte do time, mas com algumas particularidades: não usa o mesmo uniforme dos demais jogadores, pode ser substituído de forma mais simples e direta etc. Os bons líberos são os jogadores que fazem a diferença para o resultado do time, mas rara vezes são os grandes pontuadores, saem de campo ao menor sinal do técnico e nunca reclamam de uma substituição e, mesmo no “banco” estão sempre prontos para entrar em quadra.

O executivo se assemelha ao líbero. Está na organização para recepcionar todas as demandas, analisando e encaminhando para o presidente ou diretores de forma já “arredondada”. Seu papel é fazer a máquina da organização andar, e, apesar de primordial para o sucesso da mesma, não é seu principal ator, portanto não deve evitar falar em nome da organização; em uma reunião de diretoria, deve ocupar uma posição discreta e de suporte e não querer conduzir a reunião. Apesar de ser chamado de diretor executivo (ás vezes) não foi eleito com a diretoria e não goza das mesmas prerrogativas (além de ser subordinado à mesma). Mas isto não diminui a importância do seu papel, apenas ajuda no fortalecimento do seu papel.

Mas ampliando um pouco o contexto: e o papel dos diretores voluntários (incluindo o presidente) para com o executivo?

Diretores devem compreender que o executivo é como a parte mais estreita de um relógio de areia. Na parte de cima estão os diretores e na de baixo os colaboradores. A areia são as demandas.

Assim, naturalmente temos um gargalo nas organizações voluntárias e precisamos dosar muito bem as demandas (priorizar) para que o executivo tenha condições de ajustá-las e conduzi-las da melhor forma com seus colaboradores. Se todos os diretores acreditarem que suas demandas são prioritárias e enviarem ao executivo para que as execute teremos um problema sério de gestão. E aqui tem uma grande lição da gestão: são os dirigentes (líderes) que indicam o que é prioritário e não os subordinados (executivos) que devem decidir qual diretor atender primeiro.

Uma das formas de organizar as demandas prioritárias é utilizando o instrumento do planejamento estratégico. Não só na elaboração, mas principalmente na execução: após o planejamento pronto, o executivo pode se pautar pelo mesmo para desenvolver as ações na organização, pois as prioridades foram estabelecidas no mesmo. Porém, se diretores continuarem a enviar novas demandas, mesmo que não tenham sido estabelecidas no planejamento, a confusão estará novamente formada.

Sabemos que todo dia surge uma nova demanda nas organizações voluntárias, afinal há muito o que fazer em nossas áreas de atuação. Mas se não organizarmos o mínimo das jogadas (planejamento estratégico), não saberemos se o líbero (executivo) dará conta de toda bola que vem em sua direção (demanda) e, muito menos, se conseguirá “arredondar” a mesma colocando na mão do levantador (presidente) que distribuirá para o jogador (diretor) melhor posicionado para fazer o ponto (resolver o problema – cumprir com nossa missão).

Pense nisso!

Fraternalmente,

Luc Pinheiro

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